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Socorro MenezesPsicóloga

Psicoterapia para mulheres em transição de vida

Há um período em que várias mudanças chegam juntas: filhos que saem, corpo que muda, pais que adoecem, carreira que se encerra. Maria Socorro de Menezes, psicóloga há 25 anos, acompanha mulheres nesse momento, em psicoterapia individual.

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Por que tantas mudanças chegam ao mesmo tempo?

Por uma coincidência de calendário que ninguém planejou. Os filhos saem de casa mais ou menos quando os pais começam a precisar de cuidado, mais ou menos quando o corpo entra na menopausa, mais ou menos quando a carreira chega ao seu ponto final ou ao seu teto.

Cada um desses eventos, sozinho, já exigiria reorganização. Juntos, produzem a sensação de que o chão inteiro se moveu, e a mulher costuma se cobrar por não estar dando conta de algo que "todo mundo passa".

A casa esvaziou e eu não sei quem eu sou sem isso

Muitas mulheres organizaram décadas da própria vida em torno de cuidar. Quando o cuidado deixa de ser necessário, some junto uma identidade inteira — e sobra tempo, silêncio e um casamento que talvez não fosse conversado há anos.

Sentir alívio não é falta de amor. Sentir vazio não é ingratidão. As duas coisas convivem, e conseguir dizer isso em voz alta costuma ser o primeiro movimento.

A menopausa mexe com o emocional?

Mexe, e o assunto costuma ser tratado apenas pelo lado hormonal. Alterações de sono, de humor, de libido e da relação com o próprio corpo têm efeito psíquico real, e acontecem justamente na fase em que os outros papéis também estão mudando.

O acompanhamento médico é indispensável e é competência do médico. A psicoterapia trabalha o que essa passagem significa para você, o que ela mexe na sua imagem de si e no seu lugar nas relações.

E a culpa de querer algo para si agora?

Aparece com frequência, e vem com a sensação de estar sendo egoísta. Mulheres que passaram a vida atendendo a demandas alheias costumam ter dificuldade de nomear um desejo próprio sem justificá-lo.

Boa parte do trabalho, nessa fase, é exatamente recuperar a legitimidade de querer — o que é diferente de decidir o que fazer com isso.

Isso é depressão?

Nem sempre. Transição não é doença, e patologizar uma mudança de ciclo é um erro comum. Mas o quadro pode evoluir para depressão quando a pessoa fica presa no intervalo sem conseguir se reorganizar em nenhuma frente.

Distinguir uma coisa da outra é parte da avaliação, e é feito em conversa, não por questionário de internet.

Revisado por Maria Socorro de Menezes, psicóloga. Ver formação e atuação.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Isso é só para mulheres?

Esta página trata de uma configuração que aparece com muita frequência em mulheres nessa faixa de vida. Homens em transição também são atendidos, em transições de vida.

Tenho mais de 60 anos. Ainda vale começar terapia?

Vale. O consultório atende adultos, incluindo pessoas na aposentadoria e no envelhecimento.

Preciso ter um objetivo definido?

Não. Chegar sem saber o que se quer é comum, e formular isso costuma ser parte do trabalho.

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Maria Socorro de Menezes · Psicóloga

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