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Socorro MenezesPsicóloga

Luto e perdas

Luto é a reorganização de uma vida depois de uma perda, e não apenas a tristeza dos primeiros dias. Maria Socorro de Menezes, psicóloga, acompanha adultos em luto por morte, separação, adoecimento, perda de função ou fim de um projeto de vida.

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Luto é só quando alguém morre?

Não. Perde-se um casamento, uma função no trabalho, a saúde que se tinha, a casa em que se viveu, a possibilidade de ter filhos, o país de origem. Toda perda que desmonta um projeto de futuro produz luto, e boa parte das pessoas que chegam ao consultório da psicóloga Maria Socorro de Menezes não sabia que estava vivendo um.

Reconhecer a perda pelo nome já muda o que se pode fazer com ela. Um luto que não é nomeado costuma reaparecer como irritação, insônia, cansaço ou desinteresse.

Existe tempo certo para o luto passar?

Não existe cronograma, e a pressão social por um prazo costuma piorar o quadro. Há quem esteja em pé em poucos meses e quem precise de anos, e as duas coisas cabem.

O que merece atenção não é a duração em si, mas a paralisia: quando a vida não retoma em nenhuma frente, quando a pessoa não consegue falar da perda de forma alguma, ou quando não consegue falar de mais nada.

O que a terapia faz com um luto?

Ela oferece um lugar onde a perda pode ser dita inteira, inclusive nas partes que não são socialmente aceitas: o alívio, a raiva de quem morreu, a culpa, o cansaço de cuidar. Esses conteúdos raramente encontram espaço fora do consultório.

A psicoterapia não retira a dor nem acelera o processo. Ela evita que o luto se organize sozinho de um jeito que aprisione.

Quem cuidou de alguém que morreu também precisa de apoio?

Com frequência precisa, e costuma ser o último a procurar. Quem cuidou chega ao fim do processo esgotado, muitas vezes com a própria vida suspensa por meses ou anos, e sem saber como retomá-la.

Existe uma página deste site dedicada a quem cuida, porque essa posição tem um desgaste próprio e pouco reconhecido.

Atendimento psicológico não é serviço de emergência. Em situação de risco à vida, ligue para o CVV no 188, para o SAMU no 192 ou procure o CAPS ou a UPA mais próxima.

Revisado por Maria Socorro de Menezes, psicóloga. Ver formação e atuação.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quanto tempo depois da perda eu devo procurar?

Não há momento obrigatório. Algumas pessoas procuram nas primeiras semanas, outras anos depois, quando percebem que algo ficou parado. Os dois momentos são válidos.

Falar sobre a perda não piora?

Falar costuma doer no momento e organizar depois. O que tende a piorar com o tempo é o não dito, que continua agindo sem ser reconhecido.

Perder um animal de estimação conta como luto?

Conta. O vínculo é real e a perda também, e a falta de reconhecimento social desse luto costuma tornar o processo mais solitário.

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Maria Socorro de Menezes · Psicóloga

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