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Socorro MenezesPsicóloga

Apoio psicológico a pacientes oncológicos e familiares

Um diagnóstico de câncer interrompe a vida de quem recebe e a de quem está em volta. Maria Socorro de Menezes, psicóloga, acompanha adultos em qualquer fase do percurso: da notícia ao tratamento, do fim do tratamento à retomada, e também os familiares.

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Em que momento do tratamento procurar uma psicóloga?

Em qualquer um. Cada fase tem um aperto próprio. A notícia traz o susto e a sensação de irrealidade. O tratamento traz o corpo alterado, a rotina de exames e a perda de autonomia. O fim do tratamento, que parece ser o alívio, costuma trazer o medo da recidiva e a cobrança de voltar a ser quem se era.

A fase menos falada é justamente a última. Muita gente procura a psicóloga Maria Socorro de Menezes meses depois da alta, sem entender por que não consegue comemorar.

O que muda quando o diagnóstico é de câncer de mama?

Além do adoecimento, entram em jogo o corpo, a imagem de si, a sexualidade e a maternidade. Cirurgia, perda de cabelo e mudanças hormonais mexem com marcas de identidade que ninguém escolheu perder, e falar disso costuma ser difícil até dentro de casa.

Na estimativa do Instituto Nacional de Câncer para o triênio de 2023 a 2025, o câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil, excluídos os casos de pele não melanoma. É um percurso que muitas atravessam, e que quase nenhuma atravessa falando.

Há uma página deste site dedicada à saúde emocional no câncer de mama, com mais detalhe sobre cada etapa.

O apoio psicológico interfere no tratamento médico?

Não interfere e não substitui. Psicóloga não faz diagnóstico médico, não indica nem suspende tratamento, e não opina sobre conduta oncológica. O trabalho é sobre o que o adoecimento faz com a sua vida, com os seus vínculos e com o sentido das coisas.

Quando existe equipe de saúde acompanhando, o trabalho psicológico caminha ao lado dela, com o seu consentimento.

Meu familiar está doente e eu é que não estou dando conta

Quem acompanha também adoece, e costuma se sentir sem direito de reclamar. O cansaço de quem cuida, o medo que não pode ser dito na frente do doente e a culpa por querer descanso são conteúdos frequentes no consultório.

Familiares e cuidadores são atendidos, com ou sem a presença da pessoa em tratamento.

Atendimento psicológico não é serviço de emergência. Em situação de risco à vida, ligue para o CVV no 188, para o SAMU no 192 ou procure o CAPS ou a UPA mais próxima.

Revisado por Maria Socorro de Menezes, psicóloga. Ver formação e atuação.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Atende quem já terminou o tratamento?

Sim, e é uma procura comum. O período após a alta costuma ser mais difícil do que se espera, com medo de recidiva e cobrança de retomar a vida anterior.

Atende familiares sem o paciente?

Atende. Familiares e cuidadores podem procurar por conta própria.

O atendimento pode ser online durante o tratamento?

Pode, e costuma ajudar em fases de baixa imunidade ou de cansaço intenso, quando sair de casa é inviável. Veja como funciona a terapia online.

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Maria Socorro de Menezes · Psicóloga

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